quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ninguém mais...

  Ás vezes me pergunto "por que você?" ou "como posso ter tanta certeza?" e então procuro motivos para responder. Hoje, ao responder essas perguntas, percebi você e "nós" de uma forma nova, extraordinária.
  As fotos no Instagram não se fazem tão necessárias como aquelas que revelo para colocar na porta do guarda-roupa (só para eu poder admirar todas as manhãs), os jantares em restaurantes caros não são tão importantes como as noites em que você faz tapioca e criamos novos recheios juntos, ir ao cinema toda semana não é crucial quando temos Netflix, cama e boa companhia. Quando valorizamos os pequenos detalhes, as coisas grandiosas já não são mais primordiais. 
  Tenho certeza que é você, porque tudo bem te entregar o poder de me magoar, é como dizem: todos irão nos ferir, mas podemos escolher por quem seremos feridos. Mas não me pareceu ser uma escolha, pois quando te vi não pensei "é por esse mesmo que vou me apaixonar, achei", não, não foi assim. Quando você sorriu senti as borboletas acordarem e voarem feito loucas, senti um turbilhão de sentimentos dentro de mim, porém, em nenhum momento eu quis me apaixonar, eu não escolhi e também não fugi, só deixei tudo acontecer e fui levada pela paixão. 
  Eu me entreguei totalmente quando senti a reciprocidade, quando notei que suas mãos suavam como as minhas e que seus olhos brilhavam ao me observar. Pensando nisso consegui entender em que momento eu "escolhi". A escolha de entrega foi minha e me magoar pode ser uma consequência e, realmente, não me preocupo tanto com isso, até porque é você e então tudo bem. 
   Foi, é e quero que continue sendo você. Ninguém mais entenderia esse texto, ninguém mais me aguentaria falando sobre astrologia, ninguém mais saberia contar piadas quando estou brava, ninguém seria tão bom quanto você e não sendo você, meu bem, eu não quero. 

Julia Ribeiro