terça-feira, 10 de abril de 2018

Trasforma(dor)


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  Às vezes, depois de uma decepção atrás da outra, achamos que não seremos mais felizes, que não vamos sentir o mesmo amor que um dia sentimos ou que nada será tão bom como antes. Porém, esquecemos que a terra que viu uma flor morrer é a mesma que faz outra florescer ainda mais bela.
  O amor não acaba, ele se transforma em saudade, raiva ou rima, como dizia Leminski: Amor se transforma numa matéria-prima.
  Um amor que, aparentemente, acabou se torna adubo, fertilizante (e aprendizado) para outro nascer, florescer e nos ensinar a regar, amar, reamar.
  O amor não acaba, ele transforma.

Julia Ribeiro