
Às vezes, depois de uma decepção atrás da outra, achamos que não seremos mais felizes, que não vamos sentir o mesmo amor que um dia sentimos ou que nada será tão bom como antes. Porém, esquecemos que a terra que viu uma flor morrer é a mesma que faz outra florescer ainda mais bela.
O amor não acaba, ele se transforma em saudade, raiva ou rima, como dizia Leminski: Amor se transforma numa matéria-prima.
Um amor que, aparentemente, acabou se torna adubo, fertilizante (e aprendizado) para outro nascer, florescer e nos ensinar a regar, amar, reamar.
O amor não acaba, ele transforma.
Julia Ribeiro