Segundos antes das lágrimas caírem, ela deixa explícito que aquele foi o homem que mais amou até o momento. Depois, conta como foi vê-lo fazendo as malas e levando elas ao carro. Fala da dor que sentiu quando o carro passou pelo portão, "foi como um soco no estômago", afirma.
Paulo, o homem da vida de Rita, prometeu antes de ir, que pouca coisa iria mudar, jurou que, mesmo meio distantes, continuariam juntos, continuariam amigos. Ele viajava para lugares maravilhosos sem ela, mas pra compensar a ausência mandava alguns presentes, achando que os bens materiais iriam suprir a falta que ele fazia, porém, não supria.
Os presentes que Rita recebia não eram nada parecidos com o que ela realmente queria. Pois os presentes não poderiam ser abraçados depois de um pesadelo, não perguntariam como foi o dia dela, não fariam ela sorrir depois de um momento ruim, não iriam conversar com ela por horas nem contariam seus segredos. Não importava se o presente veio do Chile ou de Nova York, não faria diferença, nada traria Paulo. Nada se igualava a sua presença.
Histórias como essa, são ouvidas frequentemente, entretanto, essa é diferente, por mais que não pareça. Não só por ele ter sido o primeiro amor de Rita, não só por eles não ficarem juntos no final, mas por começar com P. P de Paulo, P de perdão, P de princípios, P de proteção, P de paciência, P de promessa, P de poesia e por fim, o mais importante: P de Pai...
Era P que faltava, era P que Rita queria.
Julia Ribeiro
